“Uma separação, qualquer que seja ela, custa sempre e mais ainda quando estamos 24 sobre 24h a cuidar, alimentar, limpar, etc.
A adaptação foi uma fase muito difícil para mãe e pai por termos sido obrigados a “entregar” a Carolina nas mãos de pessoas estranhas e reaprender a viver os dias sem haver horários rígidos para comer, dormir, sair, etc.; e para a Carolina por se ver numa realidade completamente diferente da que conhecia até então e ainda por cima sem nenhuma cara familiar por perto.
Custou tanto que até ponderei desistir da escolinha para ficar com ela em casa, talvez por ser mais fácil e mais rápido do que tentar que ela se adaptasse aos seus novos amiguinhos e às várias profissionais.
Foi uma grande angústia e uma grande ansiedade porque, por mais que se confie nas pessoas ao seu redor, no nosso íntimo, só nós mães sabemos como cuidar dos nossos bebés e só nós percebemos os sinais quando nos querem pedir algo.
Enfim, quando se passa por esta experiência nem nos apercebemos que o sucesso da adaptação das nossas crianças está dentro de nós e apesar de tudo o que senti e chorei, ver o sorriso da minha princesa quando a vou buscar faz-me ver que tudo VALEU A PENA.”
“Sobre a adaptação da Leonor…
No primeiro encontro que tivemos com a educadora, estávamos apreensivos. A Leonor tinha passado uns meses terríveis - para ela e para nós - pois sofreu muito com cólicas e apenas adormecia ao colo, na vertical, embalada pelo movimento, uma operação que por vezes parecia infindável. A nossa grande preocupação era: e agora, como é que o dia da Leonor se iria passar, estaria ela bem no CBEI e não perturbaria as outras crianças?
Ficámos, no entanto, muito satisfeitos pela atenção e compreensão demonstradas pela educadora, que gostámos muito de conhecer, e pelos conselhos que nos deu, mas também um pouco apreensivos por saber que, dado encontrar-se na fase final de gravidez, iria ser substituída.
A verdade é que fomos positivamente surpreendidos! Coincidiu com a entrada da Leonor o fim das suas cólicas, por um lado e, por outro, ao conhecermos a nova educadora, bem como todas as auxiliares, ficámos inteiramente descansados e pudémos entregá-la confiantes.
Hoje em dia, com a grande ajuda do CBEI, já dorme muito melhor, come bem a papa, a sopa, o iogurte e a fruta, palra até à exaustão das cordas vocais e já disse “papá”. Sorri muito, fica tão bem no colo da educadora e das auxiliares quanto ficaria no nosso e a verdade, bem, a grande verdade é que a Leonor parte da nossa casa satisfeita, e, quando a vamos buscar, satisfeita está.
Nunca pensámos que corresse tão bem! Apesar de não termos experiência, dado que é a nossa primeira filha, sentimo-la um bebé feliz e o CBEI tem dado uma importante e valiosa contribuição nesse sentido.
Quando falar, a Leonor também terá algo a dizer; por enquanto expressa-se com abracinhos e sorrisos.”
Pais da Leonor