Tuesday, December 4, 2007

UM CONTO DE NATAL

Era Inverno e a aldeia estava coberta de neve.
Em quase todas as casas, uma lareira acesa.
As pessoas que viviam na aldeia não eram muito ricas pois as crianças não tinham brinquedos nem jogos para brincar.
Um homem já de idade, de barbas brancas e barrigudo que andava a passear pela aldeia viu as crianças tristes e descontentes por não terem brinquedos para brincar. Esse senhor chegou à sua casa humilde e disse para sua mulher:
- Sabes, tenho pena das crianças da nossa aldeia.
- Porquê? , perguntou a mulher.
- Porque não têm brinquedos nem jogos para jogar.
- Temos de fazer alguma coisa.
- Tens razão! , concordou o senhor.
O casal pensou, pensou, mas nenhum dos dois chegou a conclusão até que o marido disse:
- Tenho uma ideia!
- Que ideia é essa?
- Vou fazer brinquedos para os meninos e meninas da aldeia.
- É uma óptima ideia.
O homem foi buscar madeira, barro, plástico e outras coisas que podia arranjar. Com a ajuda da sua mulher começou a fazer brinquedos e jogos simples. Foi nessa altura que a mulher teve outra ideia:
- Eu acho que podias ir vestido com alguma fantasia.
- Tens razão. Já tenho uma na minha cabeça.
- Ai sim? Qual?
- Vou vestido de vermelho e como estamos no Natal, podia ir vestido de …. de…. de Pai Natal! - exclamou com orgulho.
- É uma óptima sugestão.
- É isso que eu vou fazer: na noite de Natal levo um saco enorme e pelas chaminés deito brinquedos.
- És maravilhoso! Estou muito orgulhosa de ti, meu marido!
E foi assim combinado. Na noite de Natal, algo aconteceu. Seis veadosestavam à porta da humilde casa do casal e aí o senhor teve outra ideia: 
- Com um trenó velho, feito de madeira, eu posso prender os veados pelas correias e eles podem transportar-me e aos brinquedos.
- Só tu tens ideias maravilhosas! - exclamou a mulher.
O casal fez o que o homem tinha dito e tudo ficou uma maravilha.
Nessa noite de Natal, o senhor de idade e um bocado pançudo, de barbas brancas, foi um óptimo Pai Natal.
No dia seguinte, dia de Natal, todas as crianças da aldeia estavam muito contentes com os seus maravilhosos brinquedos.
O casal estava feliz, passeando pela aldeia, olhando para as crianças e a muher disse:

- É FANTÁSTICO! TENS DE FAZER ISTO NOUTROS ANOS!!!

Nuria Rossana (grupo da Catarina),
8 anos, 3º ano
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Friday, November 9, 2007

Lenda do Verão de São Martinho

Num dia de Outono, frio e chuvoso, viajava pela estrada, a cavalo, um soldado romano, chamado Martinho.
A dada altura viu na berma um homem quase nu, pobre mendigo, tiritando de frio que lhe estendeu a mão, gelada, e disse:
- Senhor, tenho frio….
O soldado Martinho, com pena do homem, desceu do seu cavalo e disse:
- Calma, amigo, eu vou ajudar-te.
E com a sua espada cortou ao meio a capa que trazia e deu metade ao homem.
- Toma, aquece-te.
Apesar de mal agasalhado, e de estar a chover torrencialmente, Martinho, com o coração cheio de felicidade, preparava-se para seguir caminho, mas nesse mesmo instante parou de chover; o céu, que até aí estava cinzento e escuro, tornou-se límpido e um sol brilhante e radioso inundou toda a terra.
E desde esse dia, todos os anos por essa altura, como que para recordar essa atitude de bondade e solidariedade, o Inverno dá lugar a dias soalheiros e amenos, a que chamamos de Verão de São Martinho.

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Monday, November 5, 2007

A Adaptação à Creche

A entrada da criança para a Creche, implica a separação dos Pais ou daquelas pessoas que constituem o seu universo.
Implica também a separação de um contexto físico a que a criança está habituada e a uma mudança na sua rotina diária.
Esta transição é um processo delicado e envolve uma série de acções por parte dos adultos envolvidos, de forma a minimizar ao máximo o sofrimento da criança e a facilitar a sua adaptação.

É natural que a criança se sinta insegura, sozinha, com medo e por vezes até com um sentimento de abandono, e que reaja chorando, batendo, gritando, não querendo comer ou dormir.

Este é apenas um momento que pode ser mais difícil, mas depois de ultrapassado oferece à criança uma
multiplicidade de novas experiências interessantes, gratificantes e fundamentais para o seu desenvolvimento.


A equipa da Creche

O TESTEMUNHO DOS PAIS



“Falar da fase de adaptação é agora uma coisa simples, no entanto, nem sempre o foi.

É de facto uma fase complicada, principalmente para os pais que, como nós, são “marinheiros de primeira viagem”.

No nosso caso a adaptação do nosso filho foi muito boa, ele começou por ficar uma hora, que me pareceu (a mim mãe) um dia inteiro e gradualmente foi ficando mais tempo até que na semana seguinte já ficou a tempo inteiro.

Com ele foi tudo muito tranquilo, adaptou-se bem ao espaço e às pessoas da sala, não sentimos grandes dificuldades. Connosco, pais, foi mais complicado, apetecia-nos telefonar a toda a hora para saber se estava tudo bem, pensávamos se ele se estaria a sentir abandonado por nós, enfim, coisas do género que certamente todos sentimos.

O certo é que esta fase é, sem dúvida, uma fase de mudança, mas para melhor. As nossas crianças vão aprender coisas novas, vão criar laços muito importantes com os adultos da sala e com os seus amiguinhos e nós vamo-nos apercebendo disso pelo seu comportamento, pelas gracinhas que nos fazem, pelos trabalhinhos que nos trazem e a esta distância tudo tem uma importância extrema.

Existem também momentos menos bons e as doenças são um exemplo disso. À primeira virose achamos logo que o melhor era estarem em casa e que provavelmente a escolinha não foi a melhor opção mas isso também passa e vamos perceber que, de certa forma, isso também os ajuda a ganhar defesas.

Após algum tempo eles não parecem os mesmos e nós também já nos sentimos mais seguros para os ajudar nos momentos menos bons e já sabemos gerir muito melhor a distância e o tempo.

É uma fase difícil, porém muito compensadora porque o que nos dá em troca é fantástico!”

Pais do Zé Maria


“Uma separação, qualquer que seja ela, custa sempre e mais ainda quando estamos 24 sobre 24h a cuidar, alimentar, limpar, etc.

A adaptação foi uma fase muito difícil para mãe e pai por termos sido obrigados a “entregar” a Carolina nas mãos de pessoas estranhas e reaprender a viver os dias sem haver horários rígidos para comer, dormir, sair, etc.; e para a Carolina por se ver numa realidade completamente diferente da que conhecia até então e ainda por cima sem nenhuma cara familiar por perto.
Custou tanto que até ponderei desistir da escolinha para ficar com ela em casa, talvez por ser mais fácil e mais rápido do que tentar que ela se adaptasse aos seus novos amiguinhos e às várias profissionais.
Foi uma grande angústia e uma grande ansiedade porque, por mais que se confie nas pessoas ao seu redor, no nosso íntimo, só nós mães sabemos como cuidar dos nossos bebés e só nós percebemos os sinais quando nos querem pedir algo.

Enfim, quando se passa por esta experiência nem nos apercebemos que o sucesso da adaptação das nossas crianças está dentro de nós e apesar de tudo o que senti e chorei, ver o sorriso da minha princesa quando a vou buscar faz-me ver que tudo VALEU A PENA.”

Pais da Carolina



“Sobre a adaptação da Leonor…

No primeiro encontro que tivemos com a educadora, estávamos apreensivos. A Leonor tinha passado uns meses terríveis - para ela e para nós - pois sofreu muito com cólicas e apenas adormecia ao colo, na vertical, embalada pelo movimento, uma operação que por vezes parecia infindável. A nossa grande preocupação era: e agora, como é que o dia da Leonor se iria passar, estaria ela bem no CBEI e não perturbaria as outras crianças?

Ficámos, no entanto, muito satisfeitos pela atenção e compreensão demonstradas pela educadora, que gostámos muito de conhecer, e pelos conselhos que nos deu, mas também um pouco apreensivos por saber que, dado encontrar-se na fase final de gravidez, iria ser substituída.

A verdade é que fomos positivamente surpreendidos! Coincidiu com a entrada da Leonor o fim das suas cólicas, por um lado e, por outro, ao conhecermos a nova educadora, bem como todas as auxiliares, ficámos inteiramente descansados e pudémos entregá-la confiantes.

Hoje em dia, com a grande ajuda do CBEI, já dorme muito melhor, come bem a papa, a sopa, o iogurte e a fruta, palra até à exaustão das cordas vocais e já disse “papá”. Sorri muito, fica tão bem no colo da educadora e das auxiliares quanto ficaria no nosso e a verdade, bem, a grande verdade é que a Leonor parte da nossa casa satisfeita, e, quando a vamos buscar, satisfeita está.

Nunca pensámos que corresse tão bem! Apesar de não termos experiência, dado que é a nossa primeira filha, sentimo-la um bebé feliz e o CBEI tem dado uma importante e valiosa contribuição nesse sentido.

Quando falar, a Leonor também terá algo a dizer; por enquanto expressa-se com abracinhos e sorrisos.”

                                                                                                                                                               

  Pais da Leonor

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Friday, October 19, 2007

A AMIZADE

“Os amigos são fundamentais para a nossa vida, mas para os obter temos que ser simpáticos e saber partilhar.
Se nós estivermos sempre zangados, não nos divertimos e não fazemos amigos…
Para termos uma boa amizade, temos de ser verdadeiros, para que confiem sempre em nós!
A amizade só existe se respeitarmos sempre os outros, só assim conseguimos que nos respeitem a nós também….


A AMIZADE É ASSIM!!!”




Esta foi a conclusão a que chegaram as crianças do grupo da manhã da sala 4 do ATL, na primeira semana do ano lectivo, quando receberam os novos colegas. É bom que todos tenham estas noções em mente, para que tudo corra bem entre eles.
Além desta Declaração de Amizade, as crianças criaram também uma história que ilustra bem aquilo que pensam:
 


“Era uma vez uma menina que estava a conversar com uma amiga, a Cláudia e a Susana.
Quando a Carla apareceu disse:
     Carla: - Olá meninas, querem ir andar de patins?
     Amigas: - Claro que sim!
Foi então que apareceu o João, com um boneco novo muito giro. As amigas pediram para o João lhes emprestar o boneco, mas ele disse logo que não.
Enquanto as amigas tentavam perceber o porquê do João não lhes emprestar o boneco, apareceu o Snup, o Toni e a Beatriz:
      - O que é que está a acontecer? - perguntaram ao mesmo tempo.
     Cláudia: - Estamos a tentar que o João nos empreste o boneco.
     Carla: - Mas ele não empresta e não percebemos porquê!
Então juntaram-se todos e tiveram uma ideia…
     Toni: - E se cada um de nós trouxesse para a escola o seu brinquedo preferido?
     Snup: - E não emprestamos ao João…
     Beatriz: - Boa ideia!
E assim foi! No dia seguinte todos levaram para a escola o seu brinquedo preferido.
     João: - Que brinquedos tão fixes! Posso brincar?
     Susana: - Achas mesmo?!!
     Beatriz: - Claro que não!!!
     João: - Porquê??
     Toni: - Devias ter pensado melhor ontem, quando disseste que não emprestavas o teu boneco.
     João: - Mas era novo…
     Snup: - E estes são os nossos preferidos.
     Cláudia: - Pois é João, nós não devemos ser egoistas…
     João: - Desculpem amigos, a partir de hoje não serei mais egoista.
     Carla: - Nós sabíamos que ías entender. Anda! Vamos brincar todos juntos.

O João aprendeu que devemos partilhar, pois a amizade é muito importante durante toda a nossa vida!!!


FIM



(As crianças do grupo da manhã da  sala 4 do ATL são o Diogo, o Sérgio, o Filipe, o Alexandre, a Jessica, o Daniel, o João Manuel, a Núria, a Clara, a Bárbara, o Yordan, o Eduardo, o Pedro, a Sara, o Miguel, outra Sara, o Marco e o João Diogo.)


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Monday, January 22, 2007

DESCOBRE OS 10 ERROS

Pancrácia, é o nome de uma história de António Torrado, retirada do sítio HISTÓRIA DO DIA e aqui escrita com 10 erros.
É um desafio para os meninos mais velhos, do 3º e 4º anos: procurem os erros e cliquem em comentário para deixar as vossas respostas e o vosso nome.

Vamos lá ver quem é que descobre os 10 erros

 

PANCRÁCIA

 

“Era uma vez uma dama, que tinha uma criada meia-zaranza e papa-moscas, que não fazia nada com geito. Chamava-se a criada Pancrácia.
Um dia, a dama teve de auzentar-se de casa por uns tempos e de deixar tudo aos cuidados da Pancrácia. Antes de sair, recomendou-lhe:
- Enquanto eu estiver fora, vê bem como cuidas dos meus haveres. A qualquer um, que te apareça, diz sempre “Não”. Está bem?
- Não - respondeu a criada, muito obediente.
A dama percebeu que o recado estava aprendido e saiu mais descançada.
Dias depois, bateram à porta de casa. Era ou fazia de conta que era um mendigo.
- Senhora, dê-me resguardo, que está muito frio cá fora…
- Não - disse a criada.
- E uma sopinha quente, para comer aqui, mesmo à soleira?
- Não - disse a criada.
- Nem uma ismolinha de uns tostões poucos?
- Não - disse a criada.
Aqui o mendigo começou a perceber que aquele “não” era de encomenda. Por isso, resolveu virar as perguntas do aveço:
- Então a senhora consente que eu enregele de frio, cá fora?
- Não.
- Então a senhora recuza-se a dar-me de jantar?
- Não.
- Então a senhora importasse que eu dê uma volta pela casa?
- Não.
E assim o falso mendigo foi conceguindo os seus intentos.
- Não faz mal que eu meta para o saco algumas lembranças desta minha vizita, pois não?
- Não.
O larápio levou o que quis e a Pancrácia ajudou.
Quando a dama regressou de viajem e viu a casa roubada, desesperou-se:
- Ó mulher, tu não te importaste que me levassem tudo o que levaram?

- Não - respondeu, muito bem ensinada, a Pancrácia.”
 

 

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